Análise do livro e série #GIRLBOSS + 5 lições que aprendi com Sophia Amoruso

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Você provavelmente já ouviu falar do livro ou da série #GirlBoss. Talvez você até já tenha percebido o movimento que se tornou. Se você já souber do que se trata, continue aqui para ver se concorda ou não com a análise deste artigo. Se não souber do que se trata, melhor ainda! Porque é agora que você vai conhecer. 😉

A série Girl Boss, produzida pela Netflix e lançada em 2017, foi inspirada no livro com o mesmo nome, escrito pela Sophia Amoruso, que na série foi interpretada por Britt Robertson. Como já li muitas resenhas sobre a série com críticas negativas e muitas resenhas com elogios ao livro, resolvi expor aqui a minha opinião, apontando trechos importantes a serem considerados para que você veja Sophia com outros olhos e também aprenda ótimas lições com a nossa Girl Boss, quem sabe?

É importante lembrar que nem o livro e nem a série se tratam de um manual para te ensinar como entrar na indústria da moda rapidamente ou “como ficar rica rapidamente”, como a própria Sophia já declarou. 

Logo no começo do livro, Sophia explica o que é ser uma Girl Boss com as seguintes palavras:

Uma #GIRLBOSS é responsável pela própria vida. Ela consegue o que quer porque trabalha para isso.

Nada caiu do céu para Sophia, mas depois que descobriu seu caminho no ramo das roupas vintage sua vida mudou completamente, construindo seu império a partir dos 22 anos de idade. Quem vê a grande empresária que ela se tornou, nem imagina que já chegou a pegar comida do lixo e furtar coisas em lojas. Inclusive, a primeira venda que Sophia fez na internet foi um livro roubado, mas é óbvio que a autora não recomenda a prática do roubo e ainda relata que chegou a ser enquadrada pela polícia, o que a fez pensar no rumo que sua vida estava tomando.

Um histórico de vida um tanto quanto intenso, vários “meios-trabalhos” como experiência, uma hérnia e a aceitação de que ela precisava de um trabalho com seguro-saúde, foram os principais fatos que levaram Sophia a ser a Girl Boss que inspirou uma legião de leitores e fãs da loja Nasty Gal, a qual ela fundou em 2006, no tempo livre do trabalho, onde ficava checando roupas vintages. 

O primeiro projeto da loja foi no site eBay e as vendas funcionavam com garimpos de Sophia em brechós. O motivo por tudo ter dado mais certo do que errado foi a dedicação e a persistência de Sophia.

Ao contrário das outras lojas da época, também hospedadas no eBay, Sophia procurava diferenciais: nas fotos, nas peças, nas produções das modelos, nas divulgações, na descrição das peças e até mesmo no modo como elas eram empacotadas. Ela mesma relata que na agitação do início da loja, passava horas e horas em frente ao computador, editando e postando novos itens. Se não fosse fazendo isso, provavelmente ela estaria buscando novas peças em brechós. 
Em uma dessas garimpadas, Sophia chegou a comprar uma jaqueta original da Chanel por oito dólares e conseguiu vendê-la em um lance no eBay por 1.500 dólares. Seu esforço estava sendo recompensado!

Uma das coisas que mais admirei na história da Sophia, tanto na relatada no livro quanto a interpretada na série, foi a garra para concluir algo que começou. Esta atitude funcionou para mim como uma lição muito motivadora e encorajadora. Um trecho que está no primeiro capítulo define bem isso:

A vida é curta. Não seja preguiçosa.

A personalidade de Sophia Amoruso:

A série dividiu opiniões entre o público que assistiu. Muita gente amou e muita gente odiou a personalidade Sophia. No entanto, muita gente esqueceu de considerar que ela é de áries (brinks. Parei!)  a série tem um objetivo mais voltado para prender o telespectador, então é claro que nem tudo que é apresentado na série aconteceu exatamente. Talvez fosse legal dar uma segunda chance para a história lendo o livro.

Sophia saiu nova da casa dos pais (divorciados), era imatura, pseudo-anarquista e alimentava sua rebeldia vivendo intensamente, sem ninguém para protegê-la. Talvez, (só talvez!) isso, somado ao fato de não poder confiar em ninguém e nem mesmo saber como faria sua próxima refeição, fez com que Sophia se tornasse alguém difícil de lidar, mas tudo indica que a série força isso mais do que o necessário para parecer “cool”. Acredito que ver a personagem sendo tão mal educada por diversas vezes na série, foi o que provocou a antipatia da parcela de pessoas que não gostou de #GirlBoss. Porém, repito, se você é uma dessas pessoas que pegou ranço da série, sugiro que leia o livro.

Britt Robertson como Sophia Amoruso na série da Netflix.

#GIRLBOSS: A série ou o livro?

Aqui é a parte que eu dou a minha opinião, então claramente não se trata de uma verdade absoluta e muita gente pode discordar de mim. Inclusive, se você discordar, deixe seu comentário, pois vou adorar saber sua opinião também.

É óbvio que a série é uma adaptação e que muita coisa acaba tomando um outro tom para ter um certo alívio cômico muitas das vezes, então nem dá para comparar com o livro que, embora a autora já tenha dito não se tratar de autoajuda, para mim funcionou como se fosse. Conclusão: Gostei da série, mas AMEI o livro muito mais.

5 Lições que aprendi com o livro #GIRLBOSS

É claro que eu poderia listar muitas outras lições que aprendi com o livro, mas este post sairia bem maior do que já está e não ia sobrar muita coisa no livro para te provocar a curiosidade de ler. As 5 lições que escolhi para destacar aqui são focadas no empreendedorismo, já que o livro ensina bastante sobre como iniciar um negócio próprio.

  1. Será que empreender é a sua praia?  O livro toca nesse assunto e faz você questionar qual tipo de empreendedor é, já que, segundo Sophia, existem dois tipos de empreendedores: o que estudou para abrir um negócio e o que só tinha a opção de empreender como uma saída para a vida. O livro também explica que não é fácil e que ser seu próprio patrão exige muita disciplina.
  2. Não se demita ainda. O livro alerta sobre a escolha perigosa de largar um emprego seguro para tocar o negócio recém nascido, sem ter nenhuma garantia de que o empreendimento que você fez dará certo e sem ter como se manter com o dinheiro que restará após a demissão.
  3. Invista em conhecimento. Isto é algo que sempre tive o costume de fazer, mas fiquei muito feliz ao ler este conselho no livro. Conhecimento é poder e pode te levar a alçar voos muito mais altos do que pode imaginar. Quem leu o livro ou assistiu a série entendeu que o negócio da Sophia só deu certo porque ela leu um livro sobre como ter um e-commerce no eBay.
  4. Não seja refém da plataforma e esteja presente. Quem já conheceu a história da Nasty Gal, sabe dos desafios que Sophia Amoruso enfrentou  ao ter sua lojinha derrubada no eBay. Foi assim que ela resolveu ficar esperta e deixar de ser uma refém de uma plataforma e abriu um site para chamar de seu. Mesmo com a proporção de crescimento que a Nasty gal teve, sua criadora continuou a administrar as redes sociais e falar com seus clientes.
  5. Crie um conteúdo próprio, autêntico e com qualidade. Uma característica de Sophia era valorizar o produto fazendo a melhor produção que pudesse para que as roupas usadas que vendia pudessem se destacar entre as demais peças de lojas concorrentes. Não só caprichava na apresentação visual dos produtos quanto  também caprichava na embalagem em que enviava as encomendas de suas clientes.

Estas são 5 lições que considero primordiais no livro #GIRLBOSS e que, se colocadas em prática, com certeza irão te ajudar a ter um futuro mais promissor.

Espero que, além da resenha, você tenha gostado de conhecer as 5 lições que aprendi com o livro #GIRLBOSS. Agora é a sua vez de me contar o que achou! Deixe seu comentário. 😘

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